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Quem foi que inventou o tal Do amor de uma só pessoa? Sempre reparti o meu, foi mal. E não aceito isso, na boa. - Postado por: Nah às 03h35 [ ] [ envie esta mensagem ] Dentro da tela Absorto, submerso Profundamente penso "porra, como era o verso?" - Postado por: Nah às 03h30 [ ] [ envie esta mensagem ] Play the part Eu pensei e vi que já não adiantava evitar. Era preciso enfrentar. Eu não queria mais ter medo do desconhecido... E eu fui. Respirei fundo e fui. Nunca mais eu ia acordar no meio da noite com medo de olhar embaixo da cama, porque eu decidi que aquele monstro não existia mais. Aí eu olhei embaixo da cama e pensei que ali não tinha nada mesmo. Olhei rápido e depois, de novo, dessa vez mais devagar. Olhei 2, 3, 4 vezes... Não sei se algum dia teve alguma coisa ali que já tinha ido embora... Ou se nunca teve e era tudo impressão minha. Veio na minha cabeça o quanto eu já tinha feito uma sofrer... E agora eu entendia porque doía tanto nela, quando eu estava com ele. Na verdade, não era nem dor... Era qualquer coisa de incômodo, qualquer ponta fina de medo de doer... Como se fosse injeção. E agora, como se fosse injeção, eu virei pro lado, enfrentei, foi uma picadinha e passou. Tá, talvez tenha sido mais de uma picadinha... Mas agora estou vacinada. E eu não vou odiar essa outra como aquela me odiou um dia, porque no fundo, ninguém tem culpa. Só ele, depois de todo aquele discurso fajuto de respeito e consideração, que agora insiste em ter 3 anos de idade e se exibir como quem precisa de auto-afirmar... Tirando essa parte patética da situação, que eu não posso dar jeito, tudo o mais se foi. O monstro não me assusta... e nada mais dói em mim. O próximo passo é eu conseguir novamente enaltecer as boas lembranças, fazendo com que elas me convençam de que valeu a pena, afinal tudo vale. Mesmo que ele tenha 3 anos agora e fique se trocando com a situação, mesmo que a aquela primeira ainda não me dê sequer bom dia, mesmo que a outra também não goste de mim... E é engraçado como é sempre mais fácil culpar alguém do que aceitar a vida, né? A vida. Porque não há outro nome pra tudo o que aconteceu. Eu, que já havia sido odiada por aquela primeira, agora sou odiada pela segunda, como se tudo não passasse de uma roleta e cada uma terá sua vez. E agora, eu que já tive a minha vez de ser polícia e de ser ladrão, entendi porque a primeira me odiava tanto, porque a primeira me ignora até hoje, e todos os porquês de tanta hostilidade comigo, que nunca tinha feito nada. E também sei o que a segunda tá sentindo agora, porque foi o que eu senti em outra época. E é engraçado saber de toda a situação, mesmo que eu não esteja de fora dela. Saber o quanto doeu em uma e, ao mesmo tempo, saber que não é culpa da outra e por isso não odiá-la. Algum dia eu vou dizer pra primeira que eu não tive culpa, mas que peço desculpas pela dor que causei. E vou dizer a segunda que nunca pretendi ser rival de ninguém, até porquê eu já tirei meu time de campo antes mesmo de começar a chover e o campo ficar cheio de lama assim. Eu fui pro chuveiro. Eu fui pro chuveiro, me lavar. E de alma lavada, depois pensei: vou deitar no meu travesseiro e dormir. Posso até acordar novamente no meio da noite, sonhando com a sombra dos dois... Mas agora eles estão tão distantes, que não me afetam mais. Eu só espero que ele saiba o que está fazendo e tome o rumo certo da vida. O monstro, digo. Aquele de debaixo da minha cama. Que eu não sei mais se existiu mesmo ou se simplesmente foi embora. "And so I won't play a part in your mistake... No way." (nem que você fique...) - Postado por: Nah às 16h49 [ ] [ envie esta mensagem ]
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